Integração sensorial na alimentação

Integração sensorial na alimentação

Uma alimentação desajustada e carências nutricionais afetam forte e negativamente o crescimento, a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças.

Algumas alterações e dificuldades na alimentação são devidas ao Défice de Processamento Sensorial, que é diagnosticado em várias crianças. Este défice pode desencadear a rejeição de um ou vários tipos de alimentos ou a ingestão de só um tipo. Pode evoluir para casos de desnutrição ou excesso de peso, com todos os problemas de saúde a eles associados.

A ato de alimentar ou se alimentar é repleto de experiências sensoriais complexas, com odores, texturas, sabores, movimentos, bem como as de natureza auditiva e visual. Alterações aos níveis da dentificação, perceção e de modelação deste tipo de estímulos, individualmente ou em tarefas multissensoriais, traduzir-se-ão em problemas na alimentação.

 

Podem existir vários tipos comportamentos:

  • crianças com hiperresponsividade oral, apelidadas de “picky eaters”, comem poucos legumes e frutas, recusam comer a mesma refeição que a sua família, não aceitam experimentar e têm aversão a certos sabores, texturas e cheiros, não gostam de alimentos com temperaturas baixas ou altas;
  • crianças com hiporresponsividade oral, comem excessivamente, principalmente alimentos fortes em texturas, odores;
  • crianças que comem objetos;
  • situações específicas.

 

A Seletividade alimentar varia de criança para criança, constituindo um problema quando interfere na sua rotina diária, vida social ou saúde.

Nestes casos, é muitas vezes necessário um trabalho multidisciplinar entre Nutricionista, Terapeuta da Fala e Terapeuta Ocupacional.

 

Sinais de alerta:

  • Baixo peso ou perda de peso intensa;
  • Engasgos, vômitos, refluxo;
  • Trauma por incidente (asfixia);
  • Falta de coordenação para comer e respirar;
  • Dificuldade ou não ingestão de alimentos pastosos aos 10 meses;
  • Dificuldade ou não ingestão de alimentos sólidos aos 12 meses;
  • Dificuldade ou incapacidade em usar o copo aos 16 meses;
  • Aversão ou evitamento no toque e ou ingestão de alimentos com determinada textura ou de determinado grupo;
  • Consumo de menos de 20 alimentos diferentes aos 18 meses;
  • Choro, agitação psicomotora na maior parte das refeições.